Educação

Bem-vindo ao espaço de Educação da QR Asset Management. <br>Por aqui, reunimos diversos materiais para auxiliar você, <b>investidor</b>, a entender melhor o mercado de ativos digitais!

GLOSSÁRIO

Aqui, no Glossário, explicamos de A à Z os principais termos do mercado de ativos digitais, responsável por movimentar bilhões de dólares todos os anos.
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A
Altcoins
Altcoin é um termo genérico utilizado para designar qualquer criptoativo que não seja o Bitcoin. Apesar do termo ser mais usado para referenciar ativos digitais que tenham uma blockchain construída de forma nativa, em alguns casos aterminologia também é empregada para definir ativos mobiliários digitais, como os Tokens, que não necessariamente possuem uma blockchain própria. Segundo o portal CoinmarketCap, atualmente existem mais de 14 mil criptomoedas além do Bitcoin (Altcoins).
B
Bitcoin
O Bitcoin é o primeiro ativo digital verdadeiramente escasso e descentralizado por design. Construído entorno de um artigo publicado por Satoshi Nakamoto, em Outubro de 2008, o criptoativo tem sido responsável por ressignificar o valor na era digital. Satoshi, o criador do Bitcoin, foi um pseudônimo utilizado por um ou mais criptógrafos para manter suas personalidades em anonimato e promover uma descentralização irrestrita. O principal diferencial técnico do Bitcoin é a criação da chamada Internet do Dinheiro, na qual, sem a necessidade de uma terceira parte, é possível realizar e validar transações de baixíssimo custo de forma altamente transparente. Por não haver uma autoridade monetária centralizada, o Bitcoin utiliza um sistema de incentivos (Mineração) para que seus usuários sejam os próprios responsáveis pela manutenção da rede. Assim, o Bitcoin é a primeira aplicação prática da chamada tecnologia blockchain.
Blockchain
A blockchain é uma arquitetura de rede utilizada como alicerce para a construção de qualquer criptoativo. Tendo sua primeira aplicação prática com o Bitcoin, a tecnologia blockchain funciona como um enorme livro-razão descentralizado que permite que usuários de determinada rede transacionem entre si de forma confiável, verificável e sem a necessidade de uma terceira parte. Na prática, a blockchain é uma forma extremamente segura de armazenar informações sensíveis, como dinheiro e dados confidenciais.
C
Contratos Inteligentes
Um contrato inteligente é um acordo cujos os termos são escritos diretamente em linhas de código e são auto-executáveis através da tecnologia blockchain. Assim, esse tipo de contrato permite que transações e acordos confiáveis sejam realizados entre partes díspares e anônimas sem a necessidade de uma autoridade central, sistema legal ou mecanismo de execução externo. Os Smart Contracts podem ser elaborados nas mais diversas blockchains, como a do Bitcoin e a do Ethereum, por exemplo.
Criptomoedas
Criptomoedas, Criptoativos ou Ativos Digitais são alguns dos nomes utilizados para designar moedas que utilizam a arquitetura da tecnologia blockchain e a criptografia para impossibilitar falsificação e gastos duplos no meio digital. Algumas dessas criptomoedas, como o Bitcoin, são construídas em blockchains públicas e, por isso, são descentralizadas por design. No entanto, criptoativos que utilizam blockchains desenvolvidas por empresas ou governos são frequentemente chamadas de blockchains privadas, ou de forma mais genérica como DLTs.
D
DeFi
As Finanças Descentralizadas (DeFi) são um sistema pelo qual serviços financeiros, como empréstimos e seguros, tornam-se disponíveis de forma descentralizada em uma blockchain. Assim, produtos financeiros, que antes precisavam de uma estrutura empresarial para serem disponibilizados ao público, podem ser ofertados através de uma arquitetura de contratos inteligentes sem a necessidade de quaisquer intermediários. Atualmente, as principais DeFi’s do mercado funcionam nas blockchains do Ethereum, Solana e Polkadot.
Dificuldade de Mineração
O processo de mineração de Bitcoin consiste em um indivíduo da rede tentando adivinhar exatamente qual código alfanumérico valida todas as transações do bloco em questão. Como esse código é gerado através das Funções Hash, a única forma de acertar o conjunto exato é através da tentativa e erro. Essa barreira é convencionalmente chamada de Dificuldadede Mineração. Como o processo de validação de transações da rede Bitcoin pode ser altamente lucrativo, a dificuldade de mineração sofre ajustes sazonais de acordo com o atual estado do mercado. Os chamados Ajustes de Dificuldade são responsáveis por auxiliar no equilíbrio entre a oferta e demanda de mineradores, assim como descentralizar o poder computacional da rede.
DLTs
DLTs são a sigla em inglês para Distributed Ledger Technology. Apesar do nome ser muito utilizado na mídia como um sinônimo de blockchains públicas, especialistas do mercado utilizam a terminologia para designar, de forma genérica, blockchains que foram desenvolvidas por uma autoridade central, como uma empresa ou um governo.
E
Ethereum
O Ethereum é uma plataforma de Tokens e Smart Contracts construída em cima de uma blockchain. O Ether, a moeda de transação da rede, é atualmente o segundo maior criptoativo do mercado. Diferente do Bitcoin, proposto de forma anônima por um pseudônimo de Satoshi Nakamoto, o Ethereum foi fundado por um grupo de criptógrafos comandados por Vitalik Buterin, em 2013. Convencionalmente chamada de Plataforma de d’Apps (Aplicativos Descentralizados), o Ethereum foi criado com o objetivo de remover alguns problemas de escalabilidade do Bitcoin e promover a construção de serviços de finanças descentralizadas (DeFi) em sua plataforma. Atualmente, a rede se prepara para o Ethereum 2.0, mudança responsável por alterar a obtenção de consenso do método de Proof of Work para o Proof of Stake.
F
Funções Hash
As Funções Hash são a espinha dorsal responsável pela segurança e funcionamento de uma blockchain. No mercado de criptoativos, esses tipos de funções são muito utilizadas para gerar um endereço para carteiras de criptomoedas e auxiliar no processo de mineração. É através da Função SHA-256, por exemplo, que mineradores utilizam poder computacional para validar um bloco de transações. Este processo de validação, que envolve o importante conceito da Dificuldade de Mineração, é realizado através da tentativa e erro.
H
Halving
O Halving é um evento de redução na velocidade de emissão de novos Bitcoins que ocorre a cada 210 mil blocos minerados. Como o Bitcoin não detém uma autoridade central, ele precisa incentivar que alguns membros da rede realizem umprocesso de mineração. Para isso, indivíduos dispostos a validar transações de terceiros são remunerados com a emissãode novos Bitcoins. Como qualquer emissão de moeda é inflacionária, a rede reduz o prêmio ao bloco minerado a cada 210 mil blocos (mais ou menos 4 anos). O evento costuma ocasionar um choque de oferta que pode se traduzir em um aumento no preço da criptomoeda. Desde o último Halving realizado pelo Bitcoin, em Maio de 2020, a remuneração por bloco validado está em 6,25 BTCs.
I
Internet 3.0
A Internet 3.0 é o nome dado para a próxima fase de evolução do ambiente digital. De acordo com Tim Berners Lee, inventor do sistema informacional World Wide Web (WWW), a nova rede será construída entorno da descentralização, ampla transparência e melhorias na interface e utilização da Internet. “Não será necessária a permissão de uma autoridade central para publicar qualquer coisa na Web, não há um nó de controle central [...] Ao invés do código ser escrito e controlado por um pequeno grupo de especialistas, ele será desenvolvido com plena transparência e incentivará a máxima participação e experimentação do público”.
M
Metaverso
O Metaverso é uma realidade digital que combina aspectos de mídias sociais, jogos online, realidade aumentada (AR), realidade virtual (VR) e criptomoedas para permitir que os usuários da rede interajam virtualmente em ambientes tridimensionais. O investimento recente de grandes empresas, como a Microsoft e o Facebook, vem despertando interesse do público na tecnologia e levantando questões sobre o que significará interagir na internet em um futuro próximo.
Mineração
A mineração é o principal instrumento pelo qual o algoritmo monetário do Bitcoin (BTC) regula a rede e a oferta de novos criptoativos. Como o Bitcoin não detém uma autoridade central para validar as transações, a rede precisa incentivar que os próprios usuários realizem a manutenção da blockchain. Funciona da seguinte forma: João envia 1 BTC para Maria. Como Maria não conhece João, ela precisa que outro membro da rede verifique se João de fato tem fundos para aquela transação. Assim, José, um membro da rede que optou por ser minerador, verifica a validade da transação e é recompensado em Bitcoins através da emissão de novas unidades do criptoativo.
N
NFTs
As NFTs são a sigla em inglês para Non-Fungible Tokens. Se tornando um dos termos mais conhecidos do mercado de criptomoedas, as NFTs possuem um código de identificação exclusivo para se distinguirem entre si. Essa característica, obtida através da tecnologia blockchain, torna esses tokens em ativos digitais únicos e, portanto, escassos. O modelo vem sendo muito utilizado pelo grande público para jogos online, como em vestuários para personagens de videogame, assim como para a elaboração de jogos inteiramente construídos em NFTs (Pay To Earn - P2E). O mercado artístico também vem utilizando a tecnologia para identificar determinadas obras através de um número serial único. Apesar disso, na arte, as NFTs vêm funcionando muito mais como um autógrafo do artista do que como a obra em si.
P
Proof of Stake
O Proof of Stake (PoS) é um dos principais métodos de consenso entre as maiores criptomoedas do mercado. Como os criptoativos não dependem de uma autoridade central, como empresas ou governo, para processar transações, elas precisam de métodos de consenso que incentivem membros da rede a realizarem tais tarefas. No Proof of Stake (Prova de Participação), indivíduos são eleitos para validar as transações a partir de uma quantidade mínima de moedas em sua custódia. Quanto maior a participação do indivíduo na rede (Stake), maior seu poder de mineração e validação de blocos.
Proof of Work
O Proof of Work (PoW) é o método de consenso utilizado pelo Bitcoin. Neste modelo, a participação do indivíduo na rede é irrelevante, sendo a validação de transações realizada através de esforço computacional em um processo conhecido como mineração. Apesar de ser energeticamente mais custoso que o Proof of Stake, o Proof of Work (Prova de Trabalho) promove uma ampla segurança ao desincentivar ataques na rede através de uma elegante rede de incentivos.
S
Stablecoin
As Stablecoins são ativos digitais criados por empresas e governos que frequentemente visam simular as variações de moedas fiduciárias, como o Dólar, Euro ou o Real. Utilizando diversos instrumentos fiscais e monetários, essas autoridades centrais objetivam mitigar a volatilidade do mercado de criptomoedas ao controlar, de forma centralizada, a oferta monetária do ativo em questão. As Stablecoins costumam ser muito utilizadas em momentos de alta instabilidade no mercado digital.
T
Token
Os Tokens são ativos financeiros que nascem com uma finalidade de gasto bem definida. No mundo físico, temos exemplos reais de Tokens como Vale-Refeição, Vale-Transporte, Voucher e demais instrumentos financeiros que tem uma função final clara. No universo das criptomoedas, os Tokens podem ser DeFi’s, NFTs, Stablecoins, meios de troca em uma blockchain específica (como o Token Ether da rede Ethereum ou o Token Dot da rede Polkadot). Via de regra, a principal diferença entre uma criptomoeda, como o Bitcoin, e um Token, como o Ether, é que enquanto o Bitcoin é uma moeda com a sua própria blockchain, o Ether é o principal token da blockchain do Ethereum. Assim, por definição, Tokens não tem uma rede própria, ao invés disso são ativos construídos dentro de redes pré-existentes.



BIBLIOTECA

Na Biblioteca reunimos teses de investimento, artigos e análises que possam fornecer importantes insights sobre o passado e o atual estado da indústria blockchain.

VIDEOTECA

Na Videoteca separamos explicações didáticas, palestras e os mais diversos painéis apresentados por especialistas e investidores do mercado de criptoativos.
Cid Moreira explica a Tese de Investimento em Bitcoin
Saifedean Ammous - O Padrão Bitcoin
Bitcoin, Blockchain e o Futuro do Dinheiro
O Verdadeiro Valor do Bitcoin
Andreas Antonopoulos - Introdução ao Bitcoin
Linda Xie - Guia de Criptoativos para Iniciantes
Michael Saylor - Estratégia Corporativa com Bitcoin
MicroStrategy - Manual Corporativo para o Bitcoin
MicroStrategy - Considerações Legais sobre o Bitcoin
Peter Van Valkenburgh - O que é Bitcoin
Bitcoin explicado de forma simples
Como realmente funciona o Bitcoin
John Cincinnati - Bitcoin 101
Jameson Lopp - Conferência Decentralized 2018
Como funciona o Bitcoin embaixo do Capô

TIMELINE

Por aqui, apresentamos com detalhes a Pré-História do Bitcoin e separamos os principais marcos que antecederam uma indústria que já movimenta bilhões todos os anos.
1974
O TCP/IP é o protocolo no qual a maior parte da Internet de hoje é executada. Em 1973, os vencedores do Prêmio Turing e os pais da internet, Vinton Gray Cerf e Robert Kahn, publicaram o artigo que descrevia os fundamentos teóricos por trás de quase toda a comunicação realizada na rede. O paper lançou as bases para uma comunicação entre pontos sem a necessidade de um servidor central.
1976
Pouco tempo depois, Whitfield Diffie e Martin E. Hellman publicaram seu revolucionário artigo Novos Caminhos em Criptografia (New Directions in Cryptography). Este paper introduziu as ideias de criptografia de chave pública e assinaturas digitais, que são a base para os protocolos de segurança mais amplamente utilizados na Internet atualmente. Pela descoberta, Diffie e Hellman receberam o Prêmio ACM Turing, frequentemente chamado de "Prêmio Nobel da Computação".
1982
Generais bizantinos acampados em torno de uma cidade inimiga precisam chegar a um consenso sobre a hora do ataque. Se comunicando através de apenas um mensageiro, os generais necessitam de um sistema criptográfico eficiente caso seu soldado seja interceptado pelo exército inimigo e entregue mensagens erradas para os demais generais. A abstração para o clássico problema computacional realizada por Leslie Lamport, Robert Shostak e Marshall Pease seria solucionada apenas em 2008 por Satoshi Nakamoto ao criar o Bitcoin.
1989
Fundada por David Chaum, o Digicash foi a empresa responsável pela criação do primeiro dinheiro eletrônico. Chaum desenvolveu uma série de protocolos criptográficos ao longo dos anos oitenta que facilitaram o desenvolvimento de sua empresa. O Digicash esteve no mercado por menos de uma década e era muito avançado para seu tempo. Mas em 1998, a empresa entrou com um pedido de falência e Chaum confessou à revista Forbes que: "à medida que a internet aumentou sua base de usuários, ficou cada vez mais difícil explicar a importância de segurança e privacidade online ao novo público".
1990
No Natal de 1990, Tim Berners-Lee tinha construído todas as ferramentas necessárias para uma Web funcional: o HyperText Transfer Protocol (HTTP) 0.9, a HyperText Markup Language (HTML), o primeiro navegador da Web, o primeiro software servidor HTTP e o primeiro servidor da Web. Com as aplicações em mão, Berners-Lee publicaria o primeiro website da história, dando uma origem formal à Internet que conhecemos.
1991
Pretty Good Privacy, ou simplesmente PGP, foi um sistema criptográfico desenvolvido por Phil Zimmermann e Hal Finney que fornece privacidade criptográfica e autenticação para a comunicação de dados. O PGP é utilizado, até hoje, para assinar, criptografar e decodificar textos, e-mails e arquivos. Quando criptografada, a mensagem parece um emaranhado sem sentido de caracteres aleatórios. Somente o destinatário pretendido pode decifrar e ler o conteúdo.
1991
Carimbar data e hora em um documento digital é crucial para a arquitetura da rede Bitcoin. Os blocos da blockchain são acorrentados uns nos outros em ordem crescente de tempo. Segundo Michael Saylor, CEO da MicroStrategy, essa característica permite ao Bitcoin armazenar energia através do tempo. A base deste conceito foi lançada por Stuart Haber e Scott Stornetta em 1991 com o seu paper "How to Time-Stamp a Digital Document".
1994
O Cybercash foi um sistema de pagamentos que contava com uma carteira digital para consumidores e um software para facilitar pagamentos em cartão de crédito para comerciantes. Em 1996, a empresa chegou a ser listada em bolsa, mas cinco anos depois declarou falência ao final da Bolha da Internet e foi vendida para a VeriSign.
1997
Movimentando bilhões de dólares todos os anos, os contratos inteligentes foram formalizados pela primeira vez em 1997, em um paper escrito por Nick Szabo. O criptógrafo, que para muitos é o verdadeiro Satoshi Nakamoto, explica no artigo que: "a ideia básica subjacente aos contratos inteligentes é que muitos tipos de cláusulas contratuais podem ser automatizadas e incorporadas em hardware e software que lidamos atualmente". Sem essa invenção, o Ethereum provavelmente nunca existiria.
1997
Inicialmente proposto por Adam Black em uma lista de e-mails em 1997, o Hashcash seria formalizado apenas em 2002. Utilizando o conceito de Prova de Trabalho (PoW), o algoritmo adicionava um selo ao cabeçalho de cada e-mail caso o autor empregasse energia computacional para validar sua mensagem. Seu uso primordial visava mitigar erros e spams. Apesar de um primeiro design de produto modesto, o mesmo mecanismo seria utilizado anos depois para validar transações na blockchain do Bitcoin, em um processo chamado de "mineração".
1998
No ano seguinte, Wei Dai, um engenheiro computacional, publicaria um paper detalhando seu novo projeto, o B-Money. No artigo, o criptógrafo esboça as propriedades básicas de todas criptomoedas modernas. Segundo Dai: "o protocolo proposto neste artigo permite que entidades anônimas cooperem entre si de forma eficiente através de um meio de troca e um método de execução de contratos". O B-Money visava se tornar o primeiro sistema de "dinheiro eletrônico anônimo e distribuído".
1998
Nick Szabo, um ano após formalizar os contratos inteligentes, propôs um mecanismo para uma moeda digital descentralizada. O Bit Gold nunca foi implementado, mas Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin, afirmaria anos depois que o projeto era "um precursor direto da arquitetura do Bitcoin". No sistema proposto por Szabo, um participante precisa gastar energia computacional para resolver um problema criptográfico. Cada solução se torna parte do próximo desafio, assim, a rede verifica e carimba novas moedas através de um consenso entre a maioria das partes da rede. Após a transação ser carimbada, os participantes do sistema podem iniciar o próximo problema criptográfico.
2004
A Prova de Trabalho Reutilizável (RPOW) foi elaborada por Hal Finney com o objetivo de acabar com o clássico problema do gasto duplo. Como garantir que um ativo digital seja verdadeiramente escasso? Finney resolveu a questão ao manter o livro-razão de transações em um servidor confiável e verificável por todos os membros da rede.
2008
Muito mais do que um meio de troca online, o Bitcoin tem seu whitepaper publicado como resposta direta à gestão das Políticas Monetárias e Fiscais utilizadas no combate a Crise do Subprime em 2008. De fato, três dias após o mega resgate do governo americano ao JPMorgan, Satoshi Nakamoto, criador anônimo do primeiro criptoativo da história, publica um artigo detalhando sua invenção. Unindo a escassez digital irrestrita aos 34 anos de avanços na computação e criptografia, o Bitcoin surge como uma das maiores inovações tecnológicas desde o surgimento da Internet.